Internet Trends 2017

O que você precisa saber sobre o principal relatório de tendências digitais, sob a ótica do marketing e da publicidade.

 

Todos os anos, o extenso relatório de tendências digitais criado pela venture capitalist Mary Meeker é lido, acompanhado e discutido por profissionais de diversas áreas que, de uma forma ou de outra, se relacionam com o digital.

O report de Meeker é um bom retrato de como, ao longo dos anos, o digital se consolidou como principal forma de nos relacionarmos com pessoas, marcas, serviços e entretenimento. E em 2017 não foi diferente: o relatório apontou algumas importantes estatísticas que mostram como o digital já está presente em nossas vidas de maneira mais intensa do que podemos imaginar.

O time de planejamento e estratégia da Ginga compilou e analisou os principais pontos dos mais de 350 slides da apresentação — sobretudo aqueles que exercem maior impacto sobre o mercado de marketing digital:

 

1/ O mundo inteiro é mobile, ponto.

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Em média passamos 3 horas por dia em dispositivos móveis. O tempo de uso do mobile não pára de crescer em todo o mundo, mostrando uma consolidação da mentalidade “mobile first” por parte das pessoas.

Quase a metade do investimento publicitário digital se dá nos canais mobile e com enorme potencial de crescimento, pois na relação tempo de uso mobile x investimento publicitário, há espaço para aumento do investimento visando o equilíbrio entre os dois indicadores.

O que isso quer dizer para as marcas?

Qualquer ideia, comunicação ou plataforma que tem o objetivo de se relacionar com consumidores de maneira efetiva precisa ser pensada e concebida no ambiente mobile. É preciso partir do pressuposto de que você só atingirá seu consumidor fora do mobile por sorte (ou azar) — é a plataforma mobile que acompanha toda a jornada do consumidor.

 

2 / Num ecossistema com possibilidades infinitas, a verba ainda é muito concentrada em dois players.

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Juntos, Google e Facebook controlam 76% da receita publicitária na internet. Aliás, com o ritmo acelerado de crescimento da publicidade digital, espera-se que ele seja maior que os investimentos em TV ainda neste ano.

As redes sociais são a porta de entrada para qualquer tipo de acesso. Sejam buscas, curiosidades, entretenimento, notícias e atualizações, dúvidas, compras, informações, etc.

No entanto quando falamos em marketing digital, não quer dizer que você deve apostar todos os ovos na mesma cesta, já que as possibilidades são exponenciais, você pode e deve usar um arsenal de canais para impactar as pessoas certas, nos momentos certos. Isso vai muito além de Google e Facebook, sem diminuir a importância deles.

Pensar em conteúdos diferenciados, em contexto, em geo localização, atuar embasado na real jornada do usuário, tudo isso dá mais trabalho, no entanto, gera mais retorno.

O que isso quer dizer para as marcas?

Uma estratégia de mídia vencedora coloca pessoas no centro da experiência, entender de fato qual a jornada diária de consumo do seu consumidor é a chave.

Marcas precisam dominar o comportamento de navegação de seus targets para se apresentarem nos contextos adequados e de maneiras cada vez mais relevantes.

 

3/ Games mandam no jogo.

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Se ainda hoje, há quem encare os gamers como um nicho de comportamento específico, o report da Mary Meeker nos trouxe dados para quebrar esse paradigma: Hoje, existem 2,6 bilhões de gamers no mundo — ou seja, algo próximo a 35% da população mundial. E o mais impressionante: o número de expectadores de e-sports globalmente já supera os 161 milhões de pessoas.

O que isso quer dizer para as marcas?

Esqueça a imagem do nerd adolescente que passa o dia todo no videogame. Entre casual gamers e heavy gamers, trata-se de um público que hoje é composto de homens, mulheres, crianças e adultos de todos os cantos do mundo. E as marcas que já entenderam a popularidade dos gamers saíram na frente ao criarem maneiras criativas de se conectarem com esse universo.

 

4 / Internet of Things já não é o futuro. É o presente.

De todas as buscas em dispositivos mobile feitas em 2016, 20% delas não foram digitadas, mas sim feitas por voz e através de assistentes como a Alexa da Amazon, a Siri da Apple ou do Google Assistant. Isso mostra um primeiro movimento na consolidação da internet das coisas em nossas vidas.

O que isso quer dizer para as marcas?

Conforme vamos explorando novas maneiras de nos conectarmos (deixando o teclado de lado e fazendo busca através de comandos de voz ou de reconhecimento de imagens, por exemplo), aumenta a importância das marcas entenderem que o consumidor não está mais conectado à internet através de uma tela fixa: sua navegação é variável, podendo acontecer em um celular, na geladeira ou mesmo em um assistente pessoal.

 

5/ Messengers lideram o share of screen.

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Em um mundo onde a população está cada vez mais conectada no mobile, apps de conversação como o Messenger e o Whatsapp representam 6 dos 10 apps mais populares entre a população global.

O que isso quer dizer para as marcas?

Cada vez mais, veremos messengers como “hubs de conteúdo”, seja para concentrar as conversas dos usuários com seus amigos e familiares, seja para tratar assuntos com BOTs de marcas ou ainda para usá-los como serviço de atendimento ao consumidor.

 

6/ O digital já é a maneira nativa como consumimos informação, entretenimento e serviço.

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Durante o nosso dia, passamos em média mais de cinco horas consumindo mídia digital — do Netflix às principais notícias do dia, do Spotify aos apps de mensagem. O resultado disso é o digital se tornando o principal ponto de contato entre marcas e seus consumidores, seja para consumo de informação, entretenimento ou serviço.

O varejo físico passa por transformações profundas com a revolução digital. O varejo online, por sua vez, está cada vez mais consolidado, onde conveniência é a chave do sucesso. No varejo, mundos físico e digital tendem cada vez mais a se integrarem, gerando uma experiência 100% focada no consumidor e não no canal.

O que isso quer dizer para as marcas?

Se a maneira com que nos entretemos já acontece de maneira intensa no digital, é natural que aumente a demanda do consumidor por boas histórias, bons conteúdos e boas interações com as marcas. Por isso, seja através de branded content ou através de uma experiência digital positiva, é essencial que as marcas se apresentem para o consumidor de maneira inovadora, não-interruptiva e que agregue algo em suas vidas.