Gestão da inovação e o marketing: trabalhando juntos para o crescimento da sua empresa

Inovar se tornou a palavra de ordem no mundo dos negócios. Com a mudança nas relações de consumo promovidas pela tecnologia, empresas que desejam continuar atuantes precisam contar com a inovação de marketing.

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Neste artigo, preparamos um conjunto valioso de informações que te ajudarão a entender como a união de gestão da inovação e marketing pode contribuir para o crescimento do seu negócio, buscando uma melhoria constante na oferta de produtos e serviços, para que não só acompanhem as novas demandas do mercado como também antecipem as novas tendências.

Vamos começar? Então, acompanhe!

Afinal, o que é gestão de inovação?

Para entender como a gestão da inovação funciona, é preciso saber que ela deve partir genuinamente da cultura da empresa, ultrapassando a barreira departamental e suas diferentes hierarquias. O ponto de partida para inovação é ter um propósito claro de negócio, a visão de mundo da empresa.

Assim, você abandona a ideia de que a inovação é apenas uma técnica isolada ou que está relacionada somente com tecnologia. Inovar tem a ver com sair da zona de conforto, mudar a atual forma de trabalhar.

A necessidade de inovação surge quando os profissionais estão diante de problemas complexos e sem precedentes e mesmo assim, encontram uma forma de tornar o negócio mais competitivo e sustentável.

Também é possível inovar quando lidamos com problemas corriqueiros e aperfeiçoamos algo já existente.

Para começar aplicando a gestão de inovação, faça sempre a seguinte pergunta:

“O que eu posso fazer para tornar isso ainda melhor?”

O que é preciso saber antes de aplicar inovação de marketing?

A nova dinâmica de consumo é promovida por pessoas. É por isso que é fundamental entender e se aprofundar no perfil do consumidor antes de iniciar suas iniciativas de inovação de marketing.

É preciso entender não só em qual geração se encaixam seus diferentes consumidores, mas também seus aspectos demográficos, hábitos de consumo e de estilo de vida, além do momento de vida em que se encontram.

Entender as gerações é um bom ponto de partida para formular uma estratégia de inovação de marketing que contemple os anseios de cada um deles.

Geração X

São os filhos da década de 60 e 80. Possuem um espírito mais contestador, no sentido da busca por liberdade e por direitos civis.

Geração Y

Nascidos entre a década de 80 e 2000, essa geração é também conhecida como Millennials. Têm a necessidade de estarem sempre conectados, têm pressa e um senso de urgência. Porém, acreditam que não devemos viver para trabalhar e sim que o trabalho é algo que faz parte da vida.

Geração Z

A geração dos anos 90 a 2010 já nasceu em um mundo dominado pela tecnologia. Encaram com naturalidade o que muitos enxergam com estranheza, afinal encontraram o mundo virtual pronto para ser aproveitado.

Geração Alpha

Os nascidos depois de 2010 devem se desenvolver de uma forma mais independente que as outras gerações. Eles não têm as indagações, oriundas de um mundo em transformação. Nasceram imersos no ambiente digital em plena transformação exponencial.

Inovação começa na empatia e nas verdadeiras necessidades das pessoas.

O mundo muda a cada momento e, com ele, o jeito das pessoas se relacionarem, consumirem e também a forma como elas buscam por soluções para as suas necessidades. Então, não basta atender uma necessidade. É preciso entregar mais, ter impacto real e significativo.

Isso é possível quando você sabe quem são as personas relacionadas à sua marca e como se dá a jornada de compra de cada uma. É preciso encorajar os seus colaboradores a pensarem nas necessidades dos consumidores de forma mais empática e direta, o que pode ser feito através de pesquisas e de workshops de design thinking colaborativos e fáceis de aplicar, como sugere este exemplo.

É dessa maneira que empresas como Facebook, AirBnb, Uber e tantas outras fazem. Elas se antecipam, lançam tendências e criam demandas, e é isso que você tem a possibilidade de fazer também.

 

 

Exemplo de canvas para mapeamento de personas (créditos: Harry Brignull)

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Quais os problemas que a inovação ajuda a solucionar?

Não são raros os casos de empresas que utilizaram o conceito de inovação de marketing nos seus negócios. Gigantes do mercado como Google, Apple e Amazon possuem inovação não só em seu DNA, mas também em seus processos e estrutura organizacional.

Um caso que serve para ilustrar como a inovação de marketing ajuda a solucionar problemas é o da Netflix. A empresa não é apenas um serviço de streaming, mas uma produtora das suas próprias séries.

O segredo do sucesso das suas estratégias está em um pilar composto por 3 tipos de análise: de dados, do comportamento do consumidor e da demanda.

É sabido que a Netflix catalogou minuciosamente todos os filmes e programas de TV possíveis. Eles possuem uma gama de dados impressionante sobre o entretenimento de Hollywood. Não é preciso dizer que a empresa leva os seus dados muito a sério.

A empresa usa as informações nos seus esforços de produção, marketing, comercialização, com um nível de detalhes bem inovador.

No gráfico abaixo, retirado do artigo Netflix: A Case of Transformation for the Digital Future, você acompanha como a Netflix revolucionou dois grandes momentos do mercado de televisão e entretenimento: primeiro com entregas de DVDs, onde desbancou a Blockbuster e depois com vídeo streaming, produção própria e uso massivo de dados.

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Por que inovação e marketing precisam andar juntos?

Ganhar agilidade, evitar gastos desnecessários, testar uma nova ideia antes de lança-la ao mercado e visualizar o seu plano de negócios de uma forma mais ampla. Você pode conseguir tudo isso quando une inovação e marketing.

A grande vantagem de unir inovação e marketing está na obtenção de soluções criativas e eficazes para novos e velhos problemas. Além disso, a inovação não precisa ser uma ideia solta, ela pode e deve ser embasada em métodos consagrados, tanto pelas startups como pelas grandes empresas.

Entre eles, os mais comuns são o Design Thinking, a Inovação Aberta (Open Innovation), Lean Startup e Modelo Canvas (Business Model Canvas). Falaremos um pouco mais sobre eles a seguir!

Como aplicar um processo de inovação da minha empresa?

Recentemente, a Harvard Business Review publicou um artigo recomendando 4 formas de inovação, aplicadas de acordo com o quão bem você consegue definir o problema e lidar com o modelo de atuação do seu negócio:

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A partir disso, confira 4 formas de aplicar um processo de inovação no seu negócio:

Rompendo o paradigma da inovação > Open innovation

Podemos definir a inovação aberta como o primeiro estágio de inovação, sua fundação. Em muitos casos as empresas sabem onde está o problema mas não conseguem resolvê-lo, as vezes até possuem um departamento de inovação ou de pesquisa, mas atuando de forma isolada. Para tanto é preciso se reinventar, mudar a cultura, os processos, agregando um DNA mais colaborativo.

Como o nome sugere, abrir a inovação propõe a expansão dos limites. Ou seja, é preciso perceber que é possível extrair boas ideias dentro e também fora da empresa. Ouvir colaboradores, clientes, fornecedores e envolve-los no processo de otimização ou criação de um novo produto ou serviço, além de cooperar com instituições de pesquisa e universidades para se chegar até um objetivo.

Criando um ambiente sustentável de inovação > Design thinking

Design Thinking é um conjunto de valores e metodologias que serve para qualquer tipo de problema. Popularizado por David Kelley, fundador da consultoria IDEO, ganhou uma legião de adeptos globalmente. Essa abordagem envolve resolver problemas de modo coletivo e compartilhado em uma visão centrada nas pessoas (os consumidores).

O Design Thinking é dividido em 4 etapas: origem do problema, ideação, prototipagem e testes. É utilizado por empresas que desejam colher resultados consistentes e constantes para resolução de problemas e soluções inovadoras.

Inovação disruptiva > Modelo Canvas e Lean Startup

O Modelo Canvas e o Lean Startup podem ser usados quando você tem uma boa ideia de negócio mas não tem referências sobre o seu sucesso no mercado. O primeiro método é usado para fundamentar um novo negócio, já o segundo serve para lança-lo e desenvolve-lo. 

O Modelo Canvas foi criado por Alex Osterwalder como uma forma de simplificar o desenho e validação de planos de negócios (Business Model Canvas) e, posteriormente, como ferramenta para ajudar as empresas a definirem a real proposta de valor de seus produtos e serviços (Business Model Generation).

O Lean Startup foi criado por Eric Ries, guiando startups do mundo inteiro em um modelo de gestão extremamente enxuto e ágil, orientado a dados, onde os lançamentos de um produto ou serviço são fracionados em ciclos denonimados MVP (Minimum Viable Product, ou Mínimo Produto Viável). Para cada novo MVP, inicia-se um processo cíclico de evolução, medição de dados e aprendizados.

O ponto de partida > Pesquisas e Insights

A inovação não nasce do nada, elas sempre começam a partir de algum novo fenômeno ou tendência. Empresas que desejam se tornar inovadoras, devem, portanto, estabelecer uma cultura de pesquisa, dados e insights. As tecnologias atuais permitem realizar processos de pesquisa e investigação nunca antes imagináveis. O que antes era reservado a grandes corporações, muitas vezes, está disponível gratuitamente ou de forma acessível para qualquer um. Dados podem e devem ser usados para acompanhar tendências, identificar novos nichos de mercado e observar tendências no comportamento do consumidor.


Como vimos, a inovação de marketing é uma urgência no mundo corporativo atual. Se você é uma grande empresa, deve brigar não só com seus concorrentes, mas também com o sem número de startups que surgem todos os dias. Já se você é uma startup, provavelmente vai observar a movimentação das grandes empresas para se tornarem mais inovadoras, com muito mais recursos que você.

Inovar é preciso e não está apenas relacionado com atender as demandas do consumo, mas em antecipá-las, criando soluções sem precedentes.

 

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